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POSTAGENS


O Balneário Levi está localizado na Rodovia PA 150 Km 04, Ramal do Levi, distante 7 Km da sede do município e é um dos principais balneários do Baixo Tocantins, sendo visitado por centenas de pessoas aos finais de semana, tanto do município quanto de municípios vizinhos.
Às margens do Rio Ubá, um dos principais afluentes do Rio Moju, destaca-se por suas águas escuras e por seus imensos pirizais. É um convite para um mergulho em suas águas mornas, fonte de inspiração para os poetas que em versos e prosa falam de seu encantamento.
O nome do balneário deve-se ao fato de que o terreno pertencia a um antigo morador local, o Sr. Levi. Posteriormente foi adquirido pelo Sr. João Cardoso (Parola) que possuía uma fazenda que fazia frente para o Rio Ubá. Parola era prefeito no final da década de 80, quando cedeu uma área para que fosse criado o balneário em 1989.
Em 2015, o prefeito Deodoro Pantoja consegui que o ramal fosse asfaltado, o que proporcionou um grande avanço no deslocamento dos banhistas e turistas que vêm desfrutar da bela paisagem, que ainda contam com um amplo estacionamento para sua maior comodidade.
Além disso, a prefeitura disponibiliza acesso gratuito à internet, por meio de 4 pontos de wi-fi.
O balneário conta com restaurantes e bares particulares e também uma praça de alimentação. O maior fluxo é aos finais de semana, especialmente durante o mês de julho quando a prefeitura por meio das secretarias municipais, sob coordenação da Secretaria de Cultura, Desporto, Lazer e Turismo (SECDELT) organiza o veraneio. Nesse período são realizadas apresentações culturais, concursos da garota verão. Um ponto alto é o Lual, com apresentação de bandas que animam a noite. O período e veraneio encerra-se com o já tradicional Desfile das Coroas, sempre numa terça-feira após o último dia do mês de julho.

Contatos:
·        Secretaria de Cultura, Desporto, Lazer e Turismo - secdeltmoju@moju.gov.br
·        Maloca Papuá – Fone (91) 99129-8958
·        Bar do Pepi – Fone (91) 99153-0901 / 99220-6189
·        Lev’s Park – Fone (91) 99153-0901 / 99220-6189
·        Bar do Ronie Von -  (91) 99205-5065

ANA MÁRCIA P. DA SILVA, cresceu e residiu no município de Moju até quando adulta, Licenciada em 'Ciência das Religiões' pela Universidade do Estado do Pará; Licenciada e Bacharel em 'História' pela Universidade Federal do Pará; Pós-Graduada em 'Relações Étnicos-Raciais' pela Universidade Federal do Pará. Professora, ministra aulas de História e Filosofia para o Ensino Médio e História para o Fundamental Maior. Com vasta experiência na educação, já trabalhou com todas as modalidades de ensino e faixa etárias. 
Sempre envolvida com a cultura local, escreveu "Lendas e visagens de Moju" e "Eternos Momentos".
Atualmente está conhecendo literalmente o interior do Moju, através do Sistema de Organização Modular de Ensino do Estado do Pará e é quando busca os relatos de pessoas que ainda vivenciam os mistérios da natureza e seu sobrenatural.

TEXTOS DO LIVRO "LENDAS E VISAGENS DE MOJU"

O Boto -  São muitas as lendas sobre o boto. Segundo contam, este mamífero que é da família dos golfinhos, sai das águas do rio da ‘Amazônia para se transformar em gente, em um lindo rapaz que seduz as moças ribeirinhas. São diversos os relatos sobre ele: engravidam as moças e até mulheres casadas; mulheres que garantem que eram vigiadas por ele quando banhavam nas águas do rio ou quando estavam lavando roupa.

- Relato de uma moradora - Este relato foi na região do Baixo Moju. 
        
"Certo dia, uma jovem que lá morava e se chamava Francisca, estava em seus dias de menstruação e ignorando o fato, pegou a cuia e o sabão e foi se banhar na beira do rio. Foi aí que um boto se apresentou à   ela e a encantou. Em poucos dias, a jovem ficou adoentada, com dores de cabeça, muito sono e com vontade apenas de ficar à beira do rio. Cismado, o pai da garota resolveu levá-la para morar na cidade de Moju, na casa do Sr. Dominguinho, com a desculpa da menina estudar. Resolveu não contar nada ao amigo. Porém, após sua estadia na casa do amigo, ninguém mais conseguia dormir com tantos assovios e arranhões na parede da casa, do lado de fora.
Depois de muitas noites mal dormidas, Sr. Dominguinho ir olhar quem tanto assoviava e arranhava a parede de sua casa, e, através do buraco que havia na porta, avistou um homem com roupa e chapéu branco na cabeça, que subia a rampa do 'portinho' e vinha em direção à sua casa. Imediatamente, entendeu o que estava acontecendo e no outro dia chamou um 'rezador' para 'benzer' a casa e este lhe confirmou que era o boto e estava atrás da Francisca, que já estava 'judiada' por ele. Com muita reza conseguiram quebrar o encanto.

LIVRO DE POEMAS: ETERNOS MOMENTOS

O  AMOR
Sentimento que envolve pessoas
Transforma o ser
Une amantes  
Sentimento que gera vida
Que trás renúncias
Que cala a voz
Congela a alma
Sentimento zen          
Que habita em mim
E habita em ti
Sentimento de êxtase
Mesmo nos momentos de dor
Impossível descrevê-lo                     
Mas é possível senti-lo
Não existe criatura que não o conheça
Não existe coração que não tenha amado
Não existe peito que não o tenha guardado
Nem mente que nunca tenha relembrado

RIBEIRINHA
Tua beleza é singular
Teu sorriso é sereno
O olhar é o mais profundo que há
Tua pele morena exala cheiro de mulher
Mesmo ainda sendo menina moça
Teu andar é doce
Tua simplicidade é nata
A natureza em tua volta te completa
A samaumeira, o açaí e o buriti
O sol ilumina teus dias
Enquanto a noite testemunha teus sonhos                                        
És ribeirinha!
O rio é tua estrada
A correnteza te acompanha
És verdadeira nativa
A pérola na paisagem
És assim...
És feliz e nem sabe!
Ou...
És feliz e nem imaginas! 

Quilombolas e agricultores familiares de MOJU ou Abaetetuba padecem por descaso de (des)governos

"Viver nessa região nuca foi fácil para nossas famílias, mas agora tudo piorou, diz Maria Moraes, moradora da comunidade África". 
Tudo piorou em 2007 quando naquele ano a assembléia legislativa do Pará decidiu legislar, redefinindo os limites dos municípios de Moju, Abaetetuba e Barcarena. O processo (775/2007) que resultou em decreto legislativo, solicitou o desmembramento das localidades: Caeté, África, Laranjituba, Guajaraúna, Divino Espírito Santo, Espanha, Maringá, Águapé, São José, Cabresto, Camurituba Centro, Camurituba Beira, Anapú, Urubuputaua, Cupuaçu, Santa Cruz, Nossa Senhora do Carmo e Santa Cecilia, em desfavor do município de Moju, favorecendo os Municípios de Abaetetuba e Barcarena.
Ocorre que essas comunidades, quase todas BI ou Tri- centenárias, sempre tiveram suas relações sociais, politicas, culturais, etc. com o município de Moju. Politicas públicas de educação, saúde, infraestrutura, assistência social, dentre outras, sempre foram promovidas por Moju.
O processo de desmembramento certamente causou e segue promovendo um verdadeiro desastre na região. Primeiro pela transferência continua de responsabilidade, que hora é de Moju, hora Abaetetuba. O fato é que nesse jogo quem sempre perdeu foram a comunidades envolvidas. Pois estradas destruídas, escolas caindo aos pedaços, politicas de todas as formas que não chegam. Outra dura realidade se refere ao processo eleitoral, onde as sessões eleitorais automaticamente fora transferidas para Abaetetuba, sem qualquer diálogo com as comunidades envolvidas. 
Atualmente está ocorrendo um desenfreado processo de transferência das 13 escola da região que atendem as referidas comunidades de Moju para o município de Abaetetuba, mais uma vez sem sequer uma reunião pelo meno para dizer às comunidades, segue o processo de negação, contentem-se. Para piorar ainda mais, todo o quadro de funcionários terá que se deslocar de suas comunidades para escolas de outras regiões, o que já é um grave problema.
Ressalta-se que dessas 20 comunidades, 9 são quilombolas, e isso, significa dizer que não houve a observância da convenção 169OIT em seu artigo 6°, em que os governos deverão:
a) consultar os povos interessados, mediante procedimentos apropriados e, particularmente, através de suas instituições representativas, cada vez que sejam previstas medidas legislativas ou administrativas suscetíveis de afetá-los diretamente;
b) Especificamente tratando da situação da educação nas 7 comunidades quilombolas envolvidas a inobservância do Art. 6º das diretrizes da educação quilombola, com base na legislação geral e especial, na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, ratificada no Brasil, por meio do Decreto Legislativo nº 143/2003, e no Decreto nº 6.040/2007, que exige que o poder público venha: VI - zelar pela garantia do direito à Educação Escolar Quilombola às comunidades quilombolas rurais e urbanas, respeitando a história, o território, a memória, a ancestralidade e os conhecimentos tradicionais.
Vale lembrar que não se pode notar o devido processo legal, uma vez que escolas como Bento Lima por exemplo, foi crida por meio de lei, o que significa dizer que qualquer procedimento dependeria de ato administrativo e com ressalva a convenção 169 OIT, portando, vivemos além dos problemas já mencionados um verdadeiro momento de insegurança jurídica. 
Apensar de nossas percepções de falta de interesse do governo municipal de Moju a cerca de nossas comunidades, seguiremos firmes com nossa luta, inclusive buscando outra forma de solução e com reais possibilidades que chegarmos ao STF se preciso for.

CUSTÓDIO PEDRO DE MELLO FREIRE BARATA (1812-1886)

O primeiro intendente do município de Moju, o Coronel CUSTÓDIO PEDRO DE MELLO FREIRE BARATA, (seus pais:  Francisco José Barata Freire e Ana Joaquina) nasceu em 1812 no estado do Pará, assentou voluntariamente praça no Corpo de Permanentes da Capital do Pará, em 1830, requerendo sua baixa três anos depois [11.10.1833]. Fazendeiro e proprietário de casas em Belém e de uma grande embarcação, denominada “Paquetá”, que havia cedido para o transporte de forças de combate (por volta de 50 soldados), durante a revolução da “Cabanagem”.
Serviu no 1º Batalhão de Guardas Nacionais. Guarda Policial do 5º Batalhão do Município de Moju em 11 de outubro de 1836. Sentou Praça em 07/12/1837 e foi Cabo de Esquadra em 08/1838. Passou a servir no Batalhão do Rio Moju (Ordem de 11.10.1838), onde permaneceu até 1842, quando foi nomeado para o cargo de Subdelegado de Polícia do Distrito de Moju no período de 12/04/1842 a 08/01/1848. Capitão Agregado ao Esquadrão de Cavalaria da Guarda Policial do 5º Batalhão do Município de Moju, por nomeação do Dr. João Maria de Moraes, Vice-Presidente da Província do Pará (26.03.1845). Efetivado no posto de Capitão da 4ª Cia. do 1º Batalhão de Caçadores da Guarda Nacional do Município de Moju, por Carta Patente do Presidente da Província (11.06.1853), conforme se lê no despacho:
“O Capitão José Joaquim da Cunha, Oficial da Ordem da Rosa, Doutor em Matemática, Capitão Honorário do Corpo de Engenheiros, Lente da Escola Militar e Presidente do Grão Pará: Faço saber aos que esta Carta Patente virem, que atendendo ao merecimento do guarda qualificado Custódio Pedro de Mello Freire Barata, resolvi nomeá-lo, em virtude do Artigo 48 da Lei n.º 602, de 19 de setembro de 1850, para o posto de Capitão da Guarda Nacional do Município desta Cidade (Moju) que servirá com todas as honras, privilégios e inserções, que direitamente lhe cumprirem... Dada no Palácio do Governo da Província do Pará, aos 11/06/ 1853, trigésimo segundo da Independência e do Império.”
A 17/07/1861, faz petição à Sua Majestade Imperial, que lhe conceda a condecoração honorífica de Oficial da Imperial Ordem da Rosa.
Foi deputado provincial, nas legislaturas de 1862, 1870 e 1877.
Pela lei n. º 628, de 06.10.1870, a Assembleia Provincial do Pará elevou a freguesia do Moju à categoria de Vila, com a mesma denominação. A primeira Câmara foi instalada em 05 de agosto de 1871, saindo eleito Presidente, CUSTÓDIO PEDRO DE MELLO FREIRE BARATA.
Em 1881 já se encontrava no posto de Tenente-Coronel da Guarda Nacional. Comandante Superior da Guarda Nacional de Iguapé-Mirim (05.10.1885).
Faleceu no posto de Coronel reformado. Foi fazendeiro e proprietário de seringais e de residências em Belém.
Também pertencentes à família o senador e vice-governador do Pará Manuel Barata e o governador Magalhães Barata.

DESCENDENTES:

Filho: JOAQUIM AUGUSTO DA ROCHA FREIRE BARATA, nascido em Moju em 08 de outubro de 1867, (Falecido em 17.10.1920, Belém-PA), Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade do Recife [PE, 09.07.1892]. Promotor Público da Comarca da Vigia [22.08.1892], e da Comarca de Cametá [14.02.1893]. Juiz Substituto da 3ª Vara da Capital [08.10.1895]. Juiz de Direito da Comarca de Muaná [19.12.1901 - compreendendo os Municípios de Muaná, Curralinho e São Sebastião da Boa Vista. Removido para a Comarca de Cametá [1909], de onde o Governo do Estado foi buscá-lo, em novembro de 1911, para uma das Varas da Comarca da Capital do Pará. Foi posto em disponibilidade em fevereiro de 1919, em razão dos padecimentos que o levaram à morte. Deixou descendência do seu casamento com Alice de Souza Franco [03.10.18, PA - 11.1918, Belém, PA], da importante família do Visconde de Souza Franco;

Filho: ILDEFONSO PEDRO DA ROCHA FREIRE BARATA. Em 1896 residia no Moju, onde era proprietário com uma fazenda agrícola, com mais de 10.000 pés de cacaueiros.
- Subdelegado de polícia do 2º distrito de Moju em 1887.
- 2º Secretário do Partido Republicano Federal de Moju em 1889.
 Filho: JÚLIO CÉZAR DA ROCHA FREIRE BARATA, foi casado com Júlia de Souza Franco, irmã de sua cunhada Alice de Souza Franco
 Filho: JOSÉ RAIMUNDO DA ROCHA FREIRE BARATA. Em 1896 residia no Moju, onde era proprietário com uma fazenda agrícola, com mais de 10.000 pés de cacaueiros.
 Filho: JOSÉ RAIMUNDO DA ROCHA FREIRE BARATA. (sem mais informações)

 CONVITE FÚNEBRE

Os abaixo assinados filhos do tenente-coronel Custódio Pedro de Melo Freire Barata, tendo de mandar sufragar sua alma com uma missa, que mandam rezar na igreja São João, pelas 6 horas e meia da manhã de 30 do corrente, 8º dia de seu passamento, convidam os seus parentes e amigos para assistirem a este ato de nossa Religião, pelo que se confessam agradecidos – Idelfonso P. da Rocha Freire Barata, José Roberto da Rocha Freire Barata, Júlio Cezar da Rocha Freire Barata, Joaquim A. da Rocha Freire Barata.
Os sobrinhos do tenente-coronel Custódio Pedro de Melo Freire Barata, abaixo assinados, mandam celebrar uma missa com libera-me por alma daquele prezadíssimo tio na Igreja de Santo Alexandre, às 7 ½ horas do dia 29 do corrente, 7º dia de seu passamento.
A assistirem a este ato de piedade cristã convidam os seus parentes e pessoas de sua amizade, pelo que, gratos antecipam seu profundo reconhecimento.
Belém, 27 de janeiro de 1886.
Manuel de Mello C. Barata, Maria A. de Chermont Barata, Antônio Marcelino C. Barata, Gabrina de Magalhães Barata, Paul Mourraille, Jacinta C. Barata Mourraille, Antônio M. Gonçalves Tocantins, Joanna C. Barata Tocantins, Fernando Engelhard, Francisca C. Barata Engelhard, José Cardoso Barata, José Marques Mancebo (ausente), Isabel C. Barata Mancebo (ausente), D.M. de Mello F. Barata (ausente) Amélia Cardoso Barata (ausente).

REFERÊNCIAS:
Jornal A Constituição nº 21, quinta-feira, 28/01/1886, pag. 03), disponível em http://memoria.bn.br/DocReader/385573/9731
FAMÍLIA FREIRE BARATA, disponível em http://www.genealogiafreire.com.br/unido_barata_freire.htm
Quando nestes novos tempos tivemos a ordenação na diocese de Abaetetuba, da qual faz parte a paróquia de Moju, de alguns padres desta nova geração, os padres Milton e Renan Martins.
Porém, na história de nosso município, o que muitos não sabem é que já tivemos outros padres, conforme descreveremos abaixo.
  • Alexandre Justiniano Gonçalves, natural de Moju, ordenado na primeira década dos anos de 1800 pelo Bispo D. Manoel de Almeida de Carvalho;
  •  João Antonio de Souza e Silva, natural do Moju, ordenado no dia 13/10/1828 pelo Bispo D. Romualdo de Souza Coelho;
  • José Serapião Ribeiro, natural de Moju, ordenado no ano de 1854 pelo Bispo D. José Afonso de Morais Torres;
  • Estevão Costa Teixeira, natural da localidade Cairari, Moju, ordenado no dia 15/5/1883 pelo Bispo D. Antonio de Macedo Costa. Em 1913 o Cônego E. Teixeira tornou-se o vigário da Paróquia de Abaeté, no tempo do Intendente Municipal Domingos de Carvalho (período de 1913 a 1915). O Padre E. Costa Teixeira ficou por estas terras até 1916.
Nesta postagem queremos falar um pouco do Pe. José Serapião Ribeiro, que além de suas funções sacerdotais, foi delegado literário, nomeado em 02 de janeiro de 1877 e também era simpatizante do Partido Liberal, sendo eleito vogal na 7ª Legislatura, no período de 1892 a 1893, cujo intendente foi o Coronel Diogo Henderson.
Ele também realizou o primeiro casamento civil registrado no Cartório Santos, conforme consta nos autos: "RAYMUNDO EGÍDIO FORO com ANTONIA DOS REIS, celebrado às 08:30 horas do dia 26/01/1876. O ato foi lançado no livro nº 01-B, fls. 01, sob o número de ordem um (01). Celebrado na Igreja Matriz do Divino Espírito Santo, Perante o Reverendo Pároco Padre José Serapião Ribeiro, foi registrado pelo Escrivão de Paz José Catharino do Nascimento. Do termo consta ainda que o Pároco “lançou aos nubentes a benção nupcial depois de cumpridos os preceitos canônicos, segundo o costume do Império.


Faleceu no ano de 1893, conforme noticiado no jornal O Democrata, no dia 31 de maio de 1893. Confira abaixo a mensagem fúnebre.

MOJU
PADRE JOSÉ SERAPIÃO RIBEIRO

"Depois de longos e penosos sofrimentos, faleceu nesta vila, na madrugada de ontem, o virtuoso sacerdote, padre José Serapião Ribeiro, vigário da paróquia e cidadão respeitável por todos os títulos.
O padre Serapião Ribeiro nasceu no Moju e ainda menino recolheu-se ao Seminário, em Belém, de onde saiu ordenado em 1855; saiu em missão por ordem do governo do Bispado para o AltoTapajós e voltando à capital, ocupou o lugar de censor no Colégio Paraense, depois foi vigário de S. Miguel do Guamá,e de 14 de fevereiro de 1864 até ontem paroquiou o Moju, onde o povo o venerava e estremecia.
Nesta localidade exerceu muitos cargos de eleição e nomeação e era geralmente respeitado por seus paroquianos, os quais lhe fizeram as honras fúnebres a que tinha incontestável direito, sendo o seu enterro o mais concorrido a que no Moju já se tem visto.
Desde às 2 horas da tarde o povo começou a fluir a casa de residência do ilustre morto, e às 5 horas quando teve lugar o saimento, já era impossível a entrada na casa e mesmo o trânsito nas ruas.
Homens, mulheres e crianças, enfim, tudo correu para ir fazer suas últimas despedidas a aquele que, durante um período de 30 anos, soube ser amigo de seus paroquianos e o verdadeiro levita do Senhor.

Moju, 24 de maio de 1893

                                          Um amigo.

Um Salve à memória do padre José Serapião Ribeiro. Se alguém conhecer seus parentes mojuenses nos reporte para que possamos fazer as devidas honras.

Em postagem anterior já havíamos falado sobre o lançamento do novo livro do professor Tiese Teixeira, fato que aconteceu nesta segunda, 06 de março durante o II Colóquio Dinâmica Sociocultural na Amazônia, evento realizado pelo Programa de Mestrado Interdisciplinar da UNIFESSPA, durante a abertura do calendário acadêmico da turma 2017 do mestrado da UNIFESSPA do Campus I de Marabá.
O site Memória Mojuense, juntamente com outros parceiros realizará o lançamento também aqui em Moju, em data prevista para o dia 31 de março próximo. Será uma grande honra para nós realizarmos este evento, que com certeza será também um marco para a história de nosso município.
Em momento oportuno daremos mais detalhes sobre o Sarau de Lançamento. Fique ligado!

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